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OBÁ

OBÁ

Foi a terceira mulher de Xangô e sua Lenda fala de uma terrível rivalidade entre ela e Oxum, sua segunda esposa. Sabendo do apetite de seu marido, procurava sempre surpreende-lo com pratos de que gostasse. Um dia, Oxum resolveu pregar uma peça em Obá e apareceu usando um lenço enrolado em volta da cabeça, escondendo as orelhas. Disse que havia preparado suas orelhas numa receita muito especial, e servido a Xangô. Querendo agradar seu esposo, Obá resolveu imitar a rival. Cortou uma de suas orelhas e preparou a receita para Xangô. Ele ficou furioso, e Obá, percebendo que havia sido enganada, entrou numa violenta luta corporal com Oxum . Mais irritado ainda, Xangô fez explodir todo o seu furor. As duas mulheres, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam seus nomes. No ponto onde esses rios se encontram, existem corredeiras e as ondas se agitam, numa lembrança da antiga disputa entre elas.

O  HOMEM  DE  OBÁ

O homem de Obá geralmente é alto, de boa aparência, atraente, comunicativo e narcisista. Ele não acredita que alguém possa amá-lo mais do que ama a si próprio. Isto porque ele ele descobriu seu corpo desde criança e por tal motivo passou a ter auto-admiração tornando-se aparentemente invulnerável até que apareça alguém que lhe mostre o que ele pensa sobre si. Por ser normalmente um homem socialmente realizado, costuma encastelar-se no que diz respeito ao campo sentimental. Desafiá-lo para coisas que nunca tenha feito, parece uma boa tática para se começar. Uma praia não muito frequentada, um barzinho distante e qualquer lugar que a pessoa possa ficar com ele. Sexualmente é um homem difícil pois aprendeu desde cedo a admirar-se e, por conseguinte, a não depender de ninguém nessa área. Portanto ele é virtualmente passivo. Deve-se elogiar seu corpo bonito e em seguida conquistá-lo com amor mais louco que se possa fazer. Pronto, ele está definitivamente conquistado um dos homens mais difíceis na área sentimental.

A  MULHER  DE  OBÁ

A mulher de Obá carrega consigo um dos maiores mistérios da origem humana. Ela é ao mesmo tempo uma guerreira, uma ninfa e uma serpente. Mesmo que ela tenha nascido no interior, sempre procurará um meio de se aproximar do litoral e, uma vez nele, procurará estabelecer o seu domínio em ilhas, penínsulas e praias abertas. Traz geralmente traços inconfundíveis em sua aparência. Os cabelos são longos, ou curtos no estilo "batidinho". Se for magra, realça uma forma acentuada de cintura e quadris, se for cheia, realça da mesma forma suas medidas. Em uma festa, ela age de duas maneiras específicas: ou destaca-se e atrai a atenção de todos ou retrai0se à espera de uma oportunidade de centralizar atenções. Por ser uma mulher diferente, gosta de colecionar experiências, as vezes desastrosas por causa de seu temperamento dominante. Seus pontos fracos são a projeção social, as festas nas quais possa se destacar e homens inteligentes. Jamais se ligará definitivamente a um homem medíocre, pois adora ser desafiada constantemente

  

Dia: Quarta-Feira

Número: 15

Côres: Rosa, coral, branco e marfim

Comida: Batata-da-Terra cozida em azeite doce e Amalá

Saudação: Obá Xiré Yá!

Domínio: Terra, ventos, redemoinhos

 

 

Cantiga deste Orixá

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