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HISTÓRIA DA RUNAS

Apesar das notáveis diferenças existentes entre as culturas dos povos da Terra, é no mínimo curioso observar que todas elas, praticamente sem exceção, criaram algum tipo de oráculo. Desde o I Ching do extremo Oriente até os oráculos xamânicos indígenas, passando pelo jogo de búzios da cultura africana e pelo famoso Tarot, de origem desconhecida, sempre encontraremos tentativas de consultar o que os símbolos têm a dizer sobre nós e sobre nosso futuro possível. Um dos mais fascinantes sistemas oraculares é o alfabeto rúnico, de origem germânica, também conhecido como Runas, que consiste numa quantidade imensa de letras impressas em pedras cujo sorteio, conforme reza a tradição, permite aconselhamentos, esclarecimentos e previsões. Tecnicamente falando, não existe oráculo mais eficiente ou menos eficiente. O que existe são sistemas oraculares com os quais nos identificamos mais ou menos. Algumas pessoas se sentem mais atraídas pelo Tarot, outras preferem a geomancia, muitas gostam dos búzios, mas o padrão do gosto, aqui, não significa que um determinado oráculo seja “melhor”. No caso das Runas, muitas pessoas sequer sabem que este oráculo existe e, quando o descobrem, apaixonam-se. As Runas mais difundidas no Brasil são de um tipo específico chamado “Futhark antigo”. Este é o mesmo tipo de sistema rúnico utilizado no serviço “Runas e Vida Profissional” do Personare. Trata-se de um sistema composto por vinte e quatro símbolos que se dividem em três famílias (também chamadas de “Aett”). As Runas, assim como diversos outros oráculos, não são apenas uma técnica de previsão do futuro. São, também, um alfabeto. Cada “letra” rúnica tem um significado específico que pode ser utilizado para responder a perguntas das mais diversas naturezas, fornecer conselhos variados e indicar caminhos e posturas mais adequadas para determinadas circunstâncias. Particularmente, sempre me voltei mais para o estudo e aplicação do Tarot, mas quando nos envolvemos com o estudo dos oráculos terminamos nos atraindo por outros sistemas não apenas por uma natural curiosidade, como também pela fascinante percepção de pontos em comum entre diferentes sistemas. Quando as Runas surgiram em minha vida, lá pelos idos dos anos 90, fascinaram-me não apenas pela clareza de seus significados como também pela beleza de toda a mitologia que envolve a história deste oráculo milenar. Vale salientar que muitos utilizam as Runas não apenas como um oráculo, mas também como símbolos de proteção, talismãs e letras de poder. Há rituais específicos praticados por estudiosos, e a pesquisadora Mirella Faur descreve alguns em seu livro “Mistérios Nórdicos”, obra que considero a “bíblia” das Runas, de leitura imprescindível tanto para estudiosos avançados quanto para iniciantes no mistério do oráculo nórdico. Trata-se da obra mais completa em língua portuguesa, quiçá em todo o mundo, sobre este antigo oráculo.

 

Fonte: Personare

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